In partnership with

Notas do Café   Notas do Café
ED 141
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

A edição de hoje foi escolhida pela maioria dos leitores.

Os 22% que o MIT cravou para o café coado

Ernest Lockhart mediu o que o americano chamava de café bom e chegou a 2 faixas que ainda guiam o coador.

Coador de papel sobre uma balança de cozinha, com a chaleira despejando água

Coado na balança, conferido pela conta de Lockhart

▼

No começo dos anos 1950, o químico Ernest Earl Lockhart, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), serviu xícaras de café a painéis de provadores americanos e mediu cada uma. As preferidas ficaram numa faixa estreita: de 1,15% a 1,35% de sólidos dissolvidos na bebida, com 18% a 22% do pó extraído.

A pesquisa tinha patrocínio. Os torradores e os países produtores tinham criado em 1952, nos Estados Unidos, o Coffee Brewing Institute (Instituto do Preparo do Café), para descobrir por que o consumo caía. A suspeita era que o americano fazia café ruim em casa e culpava o grão.

Lockhart trocou a palavra “bom” por 2 medidas. A primeira é a força: quanto de café dissolvido existe dentro da xícara. A segunda é a extração: quanto do pó seco virou bebida e quanto ficou no filtro. A primeira se sente na língua como corpo; a segunda, como equilíbrio entre doce, ácido e amargo.

As 2 medidas viraram um gráfico, que o ofício chama de Coffee Brewing Control Chart (o gráfico de controle do preparo). No eixo de baixo fica a extração; no eixo lateral, a força. No meio há um retângulo pequeno, o ideal, e em volta dele 8 vizinhos com nome: forte e amargo, fraco e azedo, e as combinações entre eles.

O gráfico explica um erro comum de cozinha. Quem acha o café amargo costuma colocar menos pó, e a xícara piora. Com menos pó para a mesma água, a bebida fica mais fraca, mas cada grama de pó solta além da conta, e o amargor do excesso de extração continua lá, agora diluído.

A conta inteira cabe em 3 números que qualquer cozinha mede: o peso do pó, o peso da bebida e o tempo. O grão desta edição foi escolhido para mostrar a faixa de Lockhart em ação, e a primeira seção começa por ele.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

The Company America’s Cattle Industry Needs Right Now

The U.S. cattle herd has fallen to 86.2 million head. 

That's the lowest level since 1951. And the problem isn't going away, plus ranchers face rising costs and a tightening labor market. 

Yet America still needs to produce beef. 

The equation is simple: Get more from every animal. 

DIT AgTech helps ranchers produce more with less through AI, nutrition automation and real-time data. Its infrastructure boosts herd performance while reducing labor and costs. 

Proven at scale in Australia: 

  • 500+ units deployed 

  • 370,000 head on the platform 

  • Up to 55% higher daily weight gain 

  • Up to 80% reduction in supplementation and labor costs 

What drives adoption? Ranchers get the technology free with a three-year nutrition plan. 

Removing the cost barrier allows DIT AgTech to scale adoption faster, generating more data and recurring revenue 

America needs more output from fewer cattle. DIT AgTech has built the infrastructure to make that possible.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi​

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  O Grão do Dia

Um Catuaí Amarelo que pede o meio da faixa

O grão do dia é um Catuaí Amarelo do Cerrado Mineiro, cultivado perto de 1.100 metros, processado como cereja descascado (o fruto perde a casca e seca com parte da polpa grudada) e levado à torra média clara. O Cerrado Mineiro foi a primeira região de café do Brasil a receber Denominação de Origem do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2013.

O Catuaí nasceu no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), do cruzamento entre o Mundo Novo e o Caturra, e chegou às lavouras nos anos 1970. A planta é baixa, o que facilita a colheita, e o fruto amarelo amadurece um pouco mais tarde que o vermelho. Na xícara, o Catuaí Amarelo tende a doçura média e acidez cítrica leve.

A escolha conversa com a faixa de Lockhart. Um grão de torra média clara solta os açúcares e os ácidos primeiro e guarda os compostos amargos para o final da extração. Parar perto de 20% pega o doce e o cítrico e deixa o amargor no filtro.

O cereja descascado fica no meio do caminho entre o lavado e o natural. Sem a casca, o grão seca mais rápido e corre menos risco de fermentar demais; com parte da mucilagem (a camada açucarada que envolve a semente) ainda grudada, ganha um pouco de doçura de mel.

A ficha do grão:

A ficha do Catuaí Amarelo

VariedadeCatuaí Amarelo
RegiãoCerrado Mineiro (MG)
Altitudecerca de 1.100 metros
Processocereja descascado
Torramédia clara
Notasmel, laranja, chocolate
Pacote de 250gR$ 40 a R$ 70

A torra pesa na conta e costuma ser esquecida. Um grão mais claro é mais denso e solta o que tem com mais resistência, e a mesma receita extrai menos. Um grão escuro, poroso e quebradiço, entrega tudo depressa e passa dos 22% sem esforço.

Na faixa de Lockhart, o grão claro pede água mais quente e moagem mais fina; o grão escuro pede o contrário.

A frescura também entra. Nas 2 primeiras semanas depois da torra, o grão ainda solta gás carbônico, e as bolhas empurram a água para longe do pó no começo do preparo. Por esse caminho a extração cai sem aviso, e a xícara sai magra mesmo com a receita certa.

A ficha pede moagem média fina, parecida com sal de cozinha. É ela que segura a água no cone o tempo suficiente para a extração chegar perto de 20%, assunto da seção seguinte.

 
 

II  Como Preparar

Uma balança no lugar da colher

O preparo do dia é o coado no filtro de papel, em cone, com 15 gramas de café e 250 mililitros de água, na proporção de 1 para 16,7. A porção rende uma xícara grande, cerca de 215 gramas de bebida, e leva perto de 3 minutos e meio.

O instrumento central é uma balança de cozinha com precisão de 1 grama. A colher de medida engana: a mesma colherada de um grão claro e de um grão escuro pesa diferente, e Lockhart trabalhava com peso, nunca com volume.

A ficha do preparo:

A ficha do preparo

Café15g, moagem média fina
Água250g, entre 92 e 96 graus
Proporção1 para 16,7
Filtropapel, em cone
Tempo total3min30
Bebidacerca de 215g

1  Ferva a água e espere 30 segundos fora do fogo, para ela cair à faixa de 92 a 96 graus.

2  Molhe o filtro de papel com água quente e descarte essa água, para tirar o gosto de papel e aquecer a jarra.

3  Coloque os 15g de pó, nivele com uma batida leve e zere a balança.

4  Despeje 30g de água em espiral e espere 30 segundos, para o gás sair.

5  Complete até 150g em espiral lenta, sem molhar a parede do papel.

6  Aos 1min30, despeje até 250g e espere a água descer toda.

7  Pese a bebida na jarra e anote o número.

O passo 7 é o que quase ninguém faz e é o que liga a xícara ao gráfico. O pó segura água: 15 gramas de café molhado retêm cerca de 2 vezes o próprio peso, e é por essa retenção que dos 250g despejados sobram uns 215g de bebida.

Com o peso da bebida na mão, a conta da extração é uma linha. Extração é igual a força vezes peso da bebida, dividido pelo peso do pó. Uma xícara de 215g com força de 1,30% tem 2,8g de café dissolvido; 2,8 divididos por 15 dão 18,6% de extração, dentro da faixa.

A força se mede com um refratômetro (aparelho que lê quanto a luz se curva ao atravessar o líquido e converte a leitura em sólidos dissolvidos). Quem não tem o aparelho usa a língua como medidor e o gráfico como mapa.

Café fraco e amargo pede mais pó; café forte e azedo pede moagem mais fina, nunca menos pó.

A tabela de ajuste segue os vizinhos do retângulo. Fraco e azedo: moagem mais fina, a extração sobe. Forte e amargo: moagem mais grossa e mais água. Fraco e amargo: mais pó com a mesma moagem. Forte e azedo: mesma proporção, moagem mais fina ou água mais quente.

Mexa um fator por preparo e anote. Com 3 ou 4 tentativas, a xícara encontra o retângulo, e o caderno guarda a receita para o próximo pacote.

Coador, moedor e balança →
Comprar o pacote (250g) →

Links de afiliado. Sem custo extra pra você, ajuda a manter Notas do Café de pé.

 

Quem banca a edição de hoje

Hands Down Some Of The Best 0% Interest Credit Cards

Pay no interest until nearly 2028 with some of the best hand-picked credit cards this year. They are perfect for anyone looking to pay down their debt, and not add to it!

Click here to see what all of the hype is about.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O Detalhe

O retângulo que mudou de tamanho

A faixa de Lockhart foi medida com gente real, e o ponto ideal reflete o paladar dos americanos que provaram as xícaras nos anos 1950. A Specialty Coffee Association of America (SCAA), a associação americana de cafés especiais, adotou o gráfico e manteve a faixa de 1,15% a 1,35% de força no programa Golden Cup (Xícara de Ouro), que certifica cafeterias e máquinas de coar.

Outras associações mediram outros painéis e chegaram a retângulos diferentes. A Norwegian Coffee Association, a associação norueguesa do café, trabalha com uma faixa de força de 1,30% a 1,55%, e o European Coffee Brewing Centre, ligado à associação europeia do café, usa de 1,20% a 1,45%. A extração de 18% a 22% ficou quase igual nos 3 mapas; a força muda conforme o país gosta do café mais ou menos encorpado.

O detalhe pouco conhecido está na leitura. Até os anos 2000, medir a força exigia evaporar a bebida em laboratório e pesar o resíduo seco, ou usar um hidrômetro (o boiador de vidro que mede densidade). O refratômetro de bolso trouxe a medição para o balcão das cafeterias e fez o gráfico velho voltar a circular entre baristas.

O que não se sabe é quanto do resultado original sobreviveria a um painel de hoje. Os provadores de Lockhart bebiam cafés de torra escura e mistura comercial; o grão claro de fazenda única não existia nas prateleiras. Novos estudos, como os conduzidos pela Universidade da Califórnia em Davis com a SCA a partir de 2017, voltaram a medir a preferência e encontraram grupos de bebedores que gostam de pontos diferentes do mesmo gráfico.

O que se sabe com segurança é a trajetória do desenho. Do relatório de Lockhart ao manual da SCAA e dali ao refratômetro do barista, o gráfico mudou de mãos e de cores, mas os 18% a 22% de extração seguiram intactos por mais de 70 anos.

Na nossa opinião, o gráfico vale menos como lei e mais como mapa. Ele não diz qual café o leitor deve preferir; diz em que direção mexer quando a xícara sai errada, e dá nome aos 2 defeitos que a língua mistura: falta de força e excesso de extração.

Teste hoje: faça a receita da seção anterior, pese a bebida e anote o gosto em 2 palavras, uma para força (fraco ou forte) e uma para sabor (azedo, doce ou amargo). Depois refaça só com a moagem um ponto mais fina. Se a primeira saiu fraca e azeda, a segunda deve sair mais doce e com mais corpo, com o peso da bebida até 5g menor.

“Na sua xícara de hoje, o que sobra: força, amargor ou acidez?”

 
 

Ebook + app · Notas do Café

Capa do ebook

o ebook

ensina

+
O app no celular

o app

treina

Café de Balcão no Coador de Casa, no ebook e no app.

📖O ebook ensina: A técnica completa sem máquina de R$ 2 mil.
📱O app treina: 1 variável por dia no celular, marcado e anotado. Atrasou, o plano espera.
 
Quero o ebook + app →
 
Quiz da edição

Segundo a pesquisa do químico Ernest Lockhart no MIT, qual foi a faixa de extração do pó de café que os provadores classificaram como ideal?

A10% a 14%
B15% a 18%
C18% a 22%
D23% a 27%

Resultado da última edição: 75% acertaram.

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Você pediu, mudou

Você fez a diferença

5de 5

112 avaliações · 20 leitores · 26/09 a 09/10

A escolha da semana

1 leitor escolheu Cafeteira de sifão na urna de 03/10. Saiu em 09/10, na ed. 140.

Mais bem avaliada: O extraforte que esconde o grão ruim (ed. 135), 5 de 5 por 12 leitores.

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

☕☕☕☕☕  ótima ☕☕☕☕  boa ☕☕☕  ok ☕☕  ruim ☕  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 10/10, 15h30

A Válvula da Goglio →
B Coffee Value Assessment →
C Norma do espresso italiano →
D Café de l'Ambre →
 
Recomendação de Newsletter
Decor do Dia
Decor do Dia

Decor do Dia

 

Um ambiente por dia, resolvido na ordem que funciona: primeiro a luz, depois a cor e só então o móvel. No seu email às 07:07.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →

{{vip_linha | }}

 
Camiseta da casa

Qual dessas camisetas você usaria?

Queremos criar uma comunidade forte e unida. Logo, escolha a arte e o tamanho da camiseta e entre na lista de espera. Se leitores suficientes pedirem, nós faremos essas camisetas.

Camiseta com a arte Xícara quente nas mãos frias
Xícara quente nas mãos frias
Camiseta com a arte Um minuto antes do primeiro gole
Um minuto antes do primeiro gole
Camiseta com a arte Bom café, bom dia
Bom café, bom dia

Escolher a minha arte →

 

Bom café. In cafea veritas.

NOTAS DO CAFÉ

Todo dia, um café melhor

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter
📚 Leia o acervo completo