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O método do dia é o V60 (o coador cônico japonês de furo único e largo, com ranhuras em espiral na parede), com 15 gramas de café para 250 gramas de água, proporção de 1 para 16,7. A receita rende uma xícara de cerca de 215 gramas.
O cone combina com o Kona porque a água desce depressa pelo furo largo. Grão de acidez suave pede extração curta: contato longo demais tira do pó os compostos amargos, que cobrem o chocolate e apagam o damasco.
A temperatura fica um pouco abaixo da usual. A 92 graus, a doçura aparece sem que a acidez delicada se perca, e o final continua limpo até o último gole.
A ficha do preparo:
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A ficha do preparo
| Café | 15g, moagem média |
| Água | 250g, a 92 graus |
| Proporção | 1 para 16,7 |
| Filtro | papel, cone V60 |
| Tempo total | 2min45 |
| Bebida | cerca de 215g |
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1 Ferva a água e espere cerca de 40 segundos fora do fogo, até ela baixar perto de 92 graus.
2 Encaixe o papel no cone, molhe com água quente e descarte essa água.
3 Coloque os 15g de pó, abra um furinho no centro com o dedo e zere a balança.
4 Despeje 40g de água em espiral, molhando todo o pó, e espere 40 segundos.
5 Complete até 150g em espiral lenta, do centro para fora, sem tocar o papel.
6 Ao chegar em 1min20, despeje até 250g pelo centro.
7 Gire o cone de leve uma vez para nivelar a cama de pó e deixe drenar até 2min45.
O passo 4 é a pré-infusão (a primeira molhada, que solta o gás carbônico antes do resto da água). Com 40 gramas, quase o triplo do peso do pó, a cama inteira molha por igual, e as bolhas sobem sem cavar canais.
O passo 7 serve para a cama de pó terminar plana. Pó grudado na parede do papel fica fora da extração, e a xícara sai mais rala do que a receita prometia.
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No V60, a mão controla a vazão; com o Kona, menos tempo de contato rende mais fruta.
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Se a drenagem passar de 3min30, moa um ponto mais grosso. Se terminar antes de 2min15, a moagem está grossa demais, ou a água caiu rápido demais no passo 6.
O furinho do passo 3 tem função. Ele abre espaço para a primeira água chegar ao fundo da cama, e o pó do centro molha junto com o da borda.
Para comparar com um Kona Blend do mercado, repita a receita sem mudar nada. Mistura com grão de origem incerta costuma pedir torra mais escura, que uniformiza o sabor, e o amargor aparece no primeiro gole morno.
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