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O preparo do dia é um coado comum com uma tarefa extra: provar a xícara em 3 temperaturas e anotar o que aparece em cada uma, usando a roda como mapa. São 15 gramas de café para 250 gramas de água, na proporção de 1 para 16,7.
A temperatura muda a percepção. Bem quente, a língua sente pouco além do amargor e do calor; morna, a acidez e a doçura aparecem; fria, as notas de fruta ficam mais nítidas, e um defeito escondido também se revela.
A roda nova foi desenhada para ser lida do centro para a borda. O provador decide primeiro a categoria larga, como frutado, depois o ramo, como cítrico, e só no fim o nome fino, como limão. Pular direto para a borda é o erro mais comum de quem começa.
A ficha do preparo:
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A ficha do preparo
| Café | 15g, moagem média fina |
| Água | 250g, a 94 graus |
| Proporção | 1 para 16,7 |
| Filtro | papel, cone |
| Tempo total | 3min |
| Provas | 70, 55 e 40 graus |
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1 Ferva a água e espere 20 segundos fora do fogo, para ela baixar perto de 94 graus.
2 Molhe o papel com água quente e descarte essa água, para tirar o gosto de papel.
3 Coloque os 15g de pó, nivele e zere a balança.
4 Despeje 30g de água devagar, molhando todo o pó, e espere 30 segundos.
5 Complete até 250g em círculos curtos no centro e retire o coador perto dos 3 minutos.
6 Prove a primeira vez aos 5 minutos e marque só a categoria do centro da roda.
7 Prove de novo aos 10 minutos, já morno, e desça para o ramo do meio.
8 Prove a última vez aos 20 minutos, frio, e escolha o nome da borda.
O passo 4 é a pré-infusão (a primeira molhada, que solta o gás antes do resto da água). Num grão de torra clara, ela importa ainda mais, porque o café fresco guarda muito gás e borbulha alto.
Os passos 6 a 8 copiam a disciplina do painel do Kansas. Lá, ninguém dava nome a um sabor sem antes concordar com o grupo sobre a família a que ele pertencia, e a referência ficava aberta na mesa para conferir.
Em casa, o pote de referência pode sair da cozinha. Um pedaço de casca de limão, uma colher de chá preto seco e um sachê de camomila servem de comparação: cheire a referência, depois a xícara, e veja se a nota continua de pé.
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Quem anota o nome fino sem passar pelo centro costuma escrever o sabor do pacote, não o da xícara.
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Se nada floral aparecer, confira o tempo. Uma descida acima de 4 minutos indica moagem fina demais, e a extração longa traz amargor que cobre as flores; abaixo de 2 minutos, a xícara sai rala e só mostra o ácido.
Anote as 3 provas num papel, com a hora anotada. Depois de uma semana com o mesmo pacote, a lista mostra quais notas são do grão e quais eram da expectativa.
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